MatériaMais Notícias
Em 2009, Flamengo e Fluminense se enfrentaram pela primeira vez, na história, em uma competição internacional. Foi na mesma Copa Sul-Americana, torneio que recebe nesta quarta-feira o clássico mais charmoso do Brasil. Naquela ocasião, o Tricolor levou a melhor com dois empates – 0 a 0 e 1 a 1 – mas o gol qualificado levou o Flu para à fase seguinte, terminando a competição em segundo lugar, ao perder a decisão para a LDU (EQU).
Um personagem daquele time, que ficou conhecido como Time de Guerreiros, lembra bem de como tudo ocorreu. Ele é o volante Mauricio, revelação das categorias de base tricolor e integrante daquele plantel, comandado por Cuca. Hoje, ele atua no PAOK, da Grécia, mas saindo do Tricolor, fez história no Terek Grozny, da Rússia e ainda passou pelo Zenit (RUS).
RelacionadasFutebol InternacionalEx-Flu marca dois belos gols em três minutos e revela torcida no clássicoFutebol Internacional30/10/2017FluminenseEm alta na Grécia, ex-Flu relembra gols e duelos contra o FlamengoFluminense24/10/2017Futebol InternacionalInvicto pelo PAOK, Maurício mostra que está bem adaptado à GréciaFutebol Internacional05/10/2017
Em conversa com o LANCE!, Maurício lembrou de como foi histórica a classificação do Fluminense. Do lado rubro-negro, jogadores como Petkovic e Everton já faziam parte do elenco que surpreendeu no Brasileiro e sagrou-se campeão com uma arrancada.
-Me lembro bem desse jogo. Empatamos o primeiro jogo em 0 a 0. Como tinha a questão do gol qualificado, poderíamos empatar em 1 a 1 que ainda assim o nosso time avançaria. E foi isso que aconteceu. O Roni (atacante) fez um e acabamos passando. O Flamengo contava com jogadores de muita qualidade como Petkovic, David Braz e Everton. A nossa situação era um pouco diferente do momento atual do Fluminense. Como o time precisa da vitória, acho que vai sair mais para o jogo – comenta o volante, que está na Europa desde 2010 e fez 79 partidas pelo Flu e quatro gols.
Costumava dar sorte contra o Flamengo e marquei duas vezes contra eles. E nesses dois jogos não perdemos. Em 2008, pelo Campeonato Estadual, enfrentamos eles em um dia em que o Thiago Neves fez de tudo. Ele marcou três gols e fechei o placar.
Maurício ainda guarda recordações de outro Fla-Flu memorável. Em 2008, com show de Thiago Neves, o Tricolor goleou o rival por 4 a 1, em partida que ficou conhecida como o jogo do ‘créu’, em referência a uma famosa música de funk da época, que deu a tônica nas comemorações de Neves durante cada gol. Maurício também entrou na dança e fechou a goleada arrasadora. Este jogo, dá ânimo para o jogador acreditar em uma reviravolta tricolor nesta quarta-feira e, consequentemente, na classificação paras às semifinais continental.
-Acho que é natural guardar na lembrança os dois jogos em que acabei marcando os gols. Costumava dar sorte contra o Flamengo e marquei duas vezes contra eles. E nesses dois jogos não perdemos. Em 2008, pelo Campeonato Estadual, enfrentamos eles em um dia em que o Thiago Neves fez de tudo. Ele marcou três gols e eu fechei o placar. Vencemos por 4 a 1. E, no mesmo ano, pelo Campeonato Brasileiro. Consegui acertar um bonito chute em cima do Bruno, que vivia grande momento com a camisa do Flamengo. Infelizmente, tomamos um gol no final e a partida terminou empatada. Mas, no geral, guardo boas lembranças – diverte-se.
Sem perder um momento do Tricolor, Maurício sofre com a situação atual da equipe no Campeonato Brasileiro. Apesar de estar focado na Sul–Americana, o Fluminense vem fazendo um campeonato instável, que o coloca, neste momento, próximo da zona de rebaixamento, faltando apenas sete rodadas para o término da competição. Contudo, experiência ao volante não falta. Ele também era integrante do time de 2009, que ‘rebaixou os matemáticos’ e de forma incrível e manteve-se na elite. Por isso, a confiança em uma disparada no atual nacional é enorme.
– Esse Fluminense já conseguiu grandes feitos.Com toda certeza. Mesmo distante, acompanho muito o time e confio em uma reviravolta. O Fluminense tem um ataque muito rápido, uma bola parada forte e com um atacante que é artilheiro. Isso pode fazer a diferença no final – receitou Maurício.
VIDA NA EUROPA E PROJETOS
Esse Fluminense já conseguiu grandes feitos. Com toda certeza. Mesmo distante, acompanho muito o time e confio em uma reviravolta. O Fluminense tem um ataque muito rápido, uma bola parada forte e com um atacante que é artilheiro.
Já são oito anos no futebol europeu. Foram seis defendendo o Terek Grozny, da Rússia, dois o Zenit (RUS), e agora começa a fazer seu nome no PAOK, da Grécia. Em seu último jogo, foram dois gols em três minutos, o que faz Maurício sonhar e não pensar, por agora, em voltar ao Brasil.
-Sentei com o meu empresário (Pierre Fernandes) e analisamos as possibilidades. Tínhamos algumas ofertas bem interessantes, inclusive do Brasil. Mas queria permanecer no futebol europeu. Aqui evolui muito e acabei optando pelo PAOK pelo projeto que me foi apresentado – disse, falando do seus sonhos:
-Nesse momento é fazer história com a camisa do PAOK. Esse início de trabalho é o melhor possível. Já ajudei o time com assistências e marquei dois gols no último jogo. Estamos na luta pelo título, a nossa torcida é muito apaixonada e apoia a todo momento. Dá muito prazer jogar aqui – garantiu.
Responsável por levá-lo ao futebol grego, o empresário Pierre Fernandes, explicou a decisão pelo PAOK e o momento do volante.
-Tive propostas muito boas pelo Maurício. Ofertas oficiais da Espanha, da Itália, e duas da própria Rússia. Escolhemos o PAOK pela ambição do projeto. O intuito é de ganhar tudo na Grécia nos próximos anos e dar fim a hegemonia do Olympiakos. Sendo assim, o intuito é de montar um time forte, que tenha condição de disputar uma Liga dos Campeões. O Maurício teve essa oportunidade pelo Zenit e carrega com ele o sonho de voltar a disputar também essa competição. Além disso, o PAOK já tinha um interesse antigo no Maurício, desde a época dele no Terek. Tudo acabou se encaixando – revelou.
Se um dia retornar, Maurício não esconde que o Fluminense é sua prioridade, caso apareça algo oficial. O carinho pelo clube é enorme e não existe mágoa alguma do país e da equipe que o lançou para o futebol.
-Acabei saindo do Brasil um pouco cedo, mas fiz quase 70 jogos pelo Fluminense. Joguei ao lado de grandes atletas e fui treinado por excelentes técnicos. Não tenho que reclamar de nada, muito pelo contrário. Sou muito grato. Não guardo mágoa de nada. Se um dia voltar,é claro que tenho um carinho muito grande pelo Fluminense. Seria uma honra vestir essa camisa novamente. Tenho amigos no clube até hoje.
E se um dia conseguir voltar, sem dúvidas, Maurício será outro jogar. Com 29 anos recém-completados – no último dia 21 – ele acredita que será diferente de quando deixou o Brasil.
-Com certeza vou voltar ao Brasil muito mais maduro. Me adaptei muito rápido ao estilo europeu e isso me ajudou bastante. Tive muita sorte uma vez que contei com o apoio de todos os profissionais com quem trabalhei, seja na Rússia ou aqui na Grécia. Aqui na Europa você acaba vendo o futebol de uma forma diferente. Tenho certeza que isso irá me ajudar muito quando retornar – comentou.